Biografia

«Nasci em Portugal, num dia 27 de novembro. Mal aprendi a escrever, expressei minha vocação no caderno da escola: "quero ser artista de televisão certamente eu ainda não havia aprendido a palavra "atriz".

O meu nome é Carolina Floare Borona. Sou atriz, bailarina, poeta, também fotografocanto, toco violão - no fundo, trata-se sempre de escrever uma linha no mundo, seja com emoções, movimentos, palavras, luz ou som. Minha família é parte do Ribatejo e parte da Beira Baixa. Cresci e estudei entre Lisboa e Santarém (Portugal), vivi em Bucareste (Romênia) e, há muitos anos, escolhi o Rio de Janeiro (Brasil) para ser.

Sou portuguesa. Sou brasileira. Luso-brasileira. Atualmente, converso com o mar que há entre o Rio de Janeiro e Lisboa, ambas cidades alaranjadas. De tanto olhar o mar, meus olhos são azuis. E, principalmente, tornaram-se navios.



VIDA ARTÍSTICA

Sou formada em Teatro pela Companhia de Teatro Contemporâneo do Rio de Janeiro, em Dança Flamenca pela Xuventude de Galicia em Lisboa e em Ballet Clássico pela Royal Academy of Dance.

Minha formação e experiência artísticas, nas áreas da interpretação, dança, música e canto, provêm e trazem as cores dos diferentes cenários culturais desses países tão distantes por onde passei.

Estudei interpretação com renomados diretores de Cinema e Televisão, como o português Nicolau Breyner, que foi a primeira pessoa a dizer-me que eu tinha talento de atriz, que devia seguir carreira.

Depois de vários cursos e laboratórios na ACT - Escola de Actores (Portugal), na NBP (Portugal), na CAL - Casa das Artes de Laranjeiras (Brasil), na Companhia de Teatro Contemporâneo (Brasil) e com Os Inomináveis Cia. de Teatro (Brasil), tive a oportunidade de me aprofundar nas técnicas teatrais da Royal Shakespeare Company com o diretor Renato Rocha. Também aprendi muito sendo assistente do diretor francês Gilles Gwizdek.

Estudei canto com a romena Despina Oproiu e voz cênica com a russa Elena Gaissionok.


Depois de trabalhar com várias companhias teatrais no Rio de Janeiro, fundei o grupo teatral Trupe Intacta Retina, com o qual montei "Hamlet 2012" (com tradução, adaptação, direção assistente e produção minhas), o movimento Teatro Encantado, direcionado para a infância, e a companhia Revoada Cia. D' Arte, com a qual montei a peça inédita "Quenga! Quenga! Quenga!", de Segundo Torres.

Com dois anos e meio de Brasil, recebi 
Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Teatro do Rio de Janeiro 2012, por minha atuação como Hamlet, em "Hamlet 2012", peça de William Shakespeare (indicada como Melhor Espetáculo no mesmo Festival).

Depois, em 2015, fui indicada Melhor Atriz em Curta-Metragem no Madrid International Film Festival pelo filme "A Dívida", e indicada Melhor Atriz no Festival de Teatro do Rio de Janeiro interpretando a Quenga de "Quenga! Quenga! Quenga!".

Em 2017, estreio meu espetáculo autoral "Contando Fados", sucesso de público no Midrash Centro Cultural, onde fiquei seis meses em cartaz, e gravo a série "Baile de Máscaras", com direção de Flávio Tambellini e produção da Giros Produtora.

Em 2018, estou em cartaz com o espetáculo musical "Era Pra Ser Uma Vez" no Teatro Clara Nunes da Gávea.


Na área da dança, tenho formação em Ballet Clássico, que estudei, durante doze anos, sob a metodologia e com os exames e diplomas da Royal Academy of Dance (Reino Unido), na Companhia de Dança de Almada (Portugal), com Maria Franco, e na Academia de Dança do Círculo Cultural Scalabitano (Portugal), com São Noronha e Vítor Murta.
Em seguida, por oito anos, estudei Flamenco na Xuventude de Galicia (Portugal), com a espanhola Maria José Navarro e a portuguesa Mabel Afonso, e ainda, durante minha residência na Romênia, com a bailaora espanhola Rosa Olympia Estrella. Durante vinte anos, apresentei-me em dezenas de espetáculos ao vivo, como bailarina clássica e bailarina de Flamenco. Já no Rio de Janeiro, resgatei o estudo da Dança Flamenca no Rio de Janeiro, com a hispano-argentina Irene Alonso (La Pasionaria).

Além do Ballet e do Flamenco, participei de diversos cursos e festivais experimentando os mais variados gêneros de dança, desde Danças Sociais e de Salão a Danças do Mundo: folclóricas, afro, orientais e ciganas.


Também escrevo poesia, prosa ou prosia, porque meu filtro para olhar o mundo, ser um mundo e me comunicar com outros mundos é sempre o da poesia. Ainda não publiquei. Quem sabe em breve?


VIDA ACADÊMICA
Licenciada em Direito pela Universidade de Lisboa (Portugal), com residência de um ano na Universidade de Bucareste (Romênia), e pós-graduada em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, trabalhei, por três anos, como jurista no Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural, instituto do Governo Português - até largar tudo para enfrentar com mais seriedade os tortuosos mas deliciosos caminhos da Arte.

Formada em Tradução Literária pelo Instituto Cultural Romeno, tenho como trabalhos mais significativos uma tradução do inglês e adaptação inédita de "Hamlet", de W. Shakespeare, que se encontra registrada na Biblioteca Nacional Brasileira sob o título "Hamlet - A Humana Tragédia" e que encenei e protagonizei no Rio de Janeiro sob o título "Hamlet 2012", bem como as elogiadas traduções de dois romances romenos contemporâneos: "O Regresso do Hooligan", de Norman Manea, publicada pela Editora Asa (Portugal) e "Lisboa Para Sempre", de Mihai Zamfir, publicada pela Editora Thesaurus (Brasil).»


Vá ser bancário, doutor, diplomata, enfim, agora se morrer porque não está fazendo isso, se adoecer,
se ficar em tal desasossego que não tem nem como dormir, aí volte.
FERNANDA MONTENEGRO
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