Música — floareboreaz sessions

No espaço floareboreaz sessions, presente em todas as plataformas de streaming musical, apresento álbuns com composições minhas — letra e melodia —, trabalhadas, a partir das minhas performances vocais e instrumentais, do lento lapidar e de escolhas artísticas afiadas, num estúdio digital.

Frequentemente interessa-me explorar minhas músicas como sistemas quânticos, convidando quem escuta a escolher um dos universos paralelos em que elas existem — para entrar e viajar em certo mood. Noutros momentos, canções diferentes existirão em diálogo entre si, transformando-se mutuamente.

Abaixo, conto um pouco da história e do conceito de cada álbum, e trago as letras.


LANÇAMENTO EM BREVE








ÁLBUNS DISPONÍVEIS PARA ESCUTA


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Letra e Música: Carolina Floare Boreaz [do livro outono azul a sul]
Composição: 2019


Há um poema no meu primeiro livro — outono azul a sul, publicado em 2018 no Brasil, em Portugal e na Galiza — que já nasceu com música na minha cabeça. Ei-la. O poema original chama-se além, ali se amou (no despaís das maravilhas), começa com uma referência à canção Over the rainbow e termina transformando a promessa colorida do rainbow em Rimbaud — o nome do poeta francês (Arthur Rimbaud) que simboliza o amor-limite, o excesso que rompe.

Este é um álbum geográfico-biográfico, em que o ali de ali se amou se espraia por 6 lugares diferentes que fazem parte de uma história de amor, tornando-se, assim, um disco quântico, em que a mesma música vive em seis versões paralelas. E tu escolhes para (por) onde ir:


1. (Posto 6)
— o Posto 6 de Copacabana, minha casa no Rio de Janeiro, abraça com o seu samba a poesia e a melodia desta história, numa sessão-raiz da música.

2. (Atlântico)
— esta é uma grande viagem musical em homenagem às minhas travessias atlânticas entre o hemisfério sul e o hemisfério norte, mas esta começa no calor da kizomba de Luanda, atravessa pela nostalgia de um canto mouro do folclore português, e termina no sol do reggae de Kingston.

3. (Lisboa)
— esta é uma sessão dark e melancólica, evocando a mistura de mundos e a saudade marítima entranhadas em Lisboa, e sublimando para um rap.

4. (Madrid)
— chegamos a uma Madrid flamenca e moura, cheia de esquinas e reviravoltas, e com uma homenagem a um canto folclórico da também um dia moura Beira Baixa portuguesa.

5. (Foz do Iguaçu)
— com a exuberância e a catarse das cataratas do Iguaçu, esta sessão abraça a poesia e a melodia com uma batida pulsante.

6. (Buenos Aires)
— esta sessão é uma luta: uma corrida techno no tempo, na qual o tango fica tentando entrar para caminhar junto e é continuamente expulso, numa viagem hipnótica e multidimensional.



ALI SE AMOU

somewhere over the rainbow
do avesso
entre parênteses
no fundo
inconfesso
ali se amou
ali se amou
mais do que podia
mais do que escoa
pelos vieses
duros
algures para lá dos muros
dos cantos mouros
dos mares
mudos
somewhere
numa estação qualquer
na contramão
em contraluz
o encontro
pronto
a fotografia
em movimento
de um momento azul
e a poesia anzol
do tempo
longo

barbárie no mundo, ali amou
somewhere over Rimbaud

somewhere over Rimbaud
barbárie no mundo, ali se amou

longo
do tempo
e a poesia anzol
de um momento azul
em movimento
a fotografia
pronto
o encontro
em contraluz
na contramão
numa estação qualquer
somewhere
mudo
dos mares
dos cantos mouros
algures para lá dos muros
duros
pelos vieses
mais do que escoa
mais do que podia
ali se amou
ali se amou
inconfesso
no fundo
entre parênteses
do avesso
somewhere over the rainbow





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Letra e Música: Carolina Floare Boreaz
Composição: 2016


Este álbum é um sistema quântico em que a mesma música acontece em 8 universos paralelos.

É um conceito diferente de entrar num disco. Aqui entra-se para escolher em que mood (session) se fará a viagem pela música:


1. rock session
— o mood raiz, em que compus a música em 2016.

2. reggae session
— um universo todo trabalhado nos detalhes solares do ritmo jamaicano.

3. samba-reggae session
— uma cadência afro-baiana, com um final enigmaticamente feliz.

4. trap session
— uma abordagem urbana, mais fria e espacial, para viajar dentro dos fones / auscultadores.

5. tango session
— aqui quem conduz é uma pegada tanguera cinemática, com uma surpresa mais rioplatense no final.

6. reggaeton session
— esta é uma homenagem ao calçadão de Copacabana, onde se mistura toda a América Latina e cuja batida oficial é o reggaeton, com um final hipnótico e quase infinito.

7. pop session
— para a leveza dos dias.

8. heavy metal session
— uma viagem de fusão de estilos tão distantes como o metal pesado e a ópera, para dias de força.



VOU ESBARRAR EM VOCÊ

te vejo de longe e fico confusa
por te querer sem te chorar
por te amar sem te saber
a multidão entre nós é difusa
achei que te vi, será que te vi?
achei que te vi, será que te vi?

será que existe você?
será que te perdi?

fecho os olhos e caminho às cegas
vou esbarrar em você, assim de olhos fechados
vou esbarrar em você, meus cabelos vão penetrar os teus
sem aviso prévio, sem apresentação
minhas mãos vão tropeçar nas tuas
e pressinto que nesse instante as ruas
se esvaziarão



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VERSÕES VOZ E VIOLÃO

em 2025:

no dia em que compus a música, em 2016:






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Single com a versão mais noturna desta música, tendo por inspiração uma atmosfera eletronica.


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Single com a versão mais quente desta música, tendo por inspiração os ritmos latino-americanos.


Letra e Música: Carolina Floare Boreaz
Composição: 2018


¿REPAROU?

eu não vou amar demais — não vou
eu não vou te escrever mais — não vou
eu vou parar de ser burra — não vou
se você não reparou...

eu não vou pra trás
mas também não adianto
seu poder não me dá paz
seu poema me dá quebranto

não vou amar demais — eu vou
eu não vou te escrever mais — hm hm
eu vou é parar de ser burra — não vou
reparou ou não reparou?

eu não vou pra trás
mas também não adianto
seu poder não me dá paz (jazz)
seu poema me dá quebranto

eu vou dizer que sim
que é pra ver se faço não
não tem sentido coisa assim, não
senão tudo vira um não

reparou? ou?



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VERSÃO VOZ E VIOLÃO

em 2025:





CONEXÃO

Para acompanhar os lançamentos,
ou na tua plataforma de escuta musical, caso seja outra.



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