Música — floareboreaz sessions

© floareboreaz sessions

é o espaço, presente em todas as plataformas de escuta musical, em que apresento álbuns com composições minhas — letra & melodia —, trabalhadas por mim numa lenta arquitetura de arranjo, dramaturgia sonora e engenharia poético-musical em estúdio digital, a partir das minhas performances voz e violão. Interessa-me frequentemente explorar minhas músicas como sistemas quânticos, convidando quem escuta a escolher um dos universos paralelos da mesma música para entrar e viajar.

Abaixo, conto histórias e revelo o conceito de cada álbum, além de trazer as letras, versões voz-violão e alguns teasers e clipes também. Percorrer esta página é como abrir um encarte vivo de todos os álbuns.



ÁLBUNS & ENCARTES



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Compus a melodia desta música num hotel em São Paulo, no bairro de Perdizes, em janeiro de 2019. Estava sozinha, num breve deslocamento, num lugar nada familiar e num tempo delicado de transição biográfica... e, de repente: comecei uma batida ritmada no peito, que me fortaleceu. Aos poucos fui entoando, junto com a batida, algo intuitivo, como um mantra: a la zumba ye, a la zumba ya... e esse intraduzível mas necessário canto ficou, para mim, uma espécie de hino de guerra ou... revolução. Ao longo dos anos, nunca o esqueci.

Corta para 2024: estou em Portugal, num tempo de criação de uma performance poética que já tinha por nome a palavra menos a língua (a partir de um poema meu com esse título). Mais precisamente, estou num trem / comboio entre Santarém e Lisboa, e, também de repente, começo a escrever algo com uma estranha fluência, já que se tratavam, literalmente, de palavras sem nenhuma língua, palavras essas que eu, apesar disso, facilmente encadeava, sem hesitação, e ao mesmo tempo cheia de espanto. E assim, em poucos minutos, tive, diante de mim, um estranho poema sem língua, que logo passou a fazer parte do processo criativo da performance e acabou inspirando a sua parte final, em que eu promovia um momento coletivo de ancestralidade criativa humana despida de contexto e imposição cultural-linguísticos. Palavras sem língua — ou a língua funda de cada corpo instigada a vir à tona, significando algo que a racionalidade civilizada não pode (mais) exprimir.

Corta para 2026: lembro, de repente, da estranha melodia de 2019 e intuo juntá-la ao estranho poema de 2024 e nasce, então, REVOLUTIO. Enquanto trabalhava na sua dramaturgia e filigrana, senti que é uma música em que as fêmeas humanas contam a sua história da humanidade e cantam sua revolução para a humanidade. E isso me arrepiou, emocionou. Eis o resultado, em 9 minutos e meio de transe — quasi uma ópera, a operar a revolução que cada um traz dentro de si e talvez precise ser apenas ativada.


O álbum contém o single trazendo as palavras abertas à língua de cada um por baixo da língua comum:



Letra e Música: carolina floare boreaz
Composição: 2019 / 2024 / 2026
Lançamento: 2026
Produção e Direção Artísticas: carolina floare boreaz
Capa do Álbum: carolina floare boreaz



REVOLUTIO

a la zumba ye
a la zumba ya
a la zumba ye
a la zumba ya

huracacma tari
boi cruna litca
marzapal cutniatre
ambare mol
crazine toctuli
mrazoprie cutnixo
arvitza mroblea
canticru mra
agonizotsu
mramba hi tu
xnuetzi catca
mana mrumbali
ahviada zupa
tniedi catsi
mvanda lucnita
arpozie muve

catunda jopanda
lietsi txonda
amrupanda muzi
jonatgu monda
limbondi catcazua
mrobandi ja
aduendi morva
juniatse jova
cutcuriz mvoda
jupa jinietra
mrupira balunda
jonitsa lorenda
cajnutsa berashna
ostrovin demori
lamentemola
grujiva cratca
poletxva krozni
bramitunis frula

a la zumba ye
a la zumba ya
a la zumba ye
a la zumba ya

ay serduski pagena
cerenda indipiye
jjien hovtza zendai
itxtxi kep puvminiye
kavenoi padua
garashi truenda
lamentemola
catxeu berashna

y la zumba la
txekta zumba li
y la zumba la
txekta zumba le

a la zumba ya
a la zumba ye
a la zumba ye
a la zumba ya






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Compus esta música a partir de dois poemas do meu primeiro livrooutono azul a sul: download e parada — para falar de espaços liminares entre o amor e os "lindos enganos".

Este álbum traz um tríptico de espaços-tempos liminares do dia. Como a música se passa tanto de manhã quanto ao entardecer quanto de madrugada, trabalhei musicalmente essas três energias para que ela possa ser escutada em cada um desses tempos:


1. Dawn session
A sessão da aurora traz a pulsação liminar entre a calmaria onírica de uma cidade vazia e os primeiros movimentos a preparar um novo tempo...  hora de contemplar.

2. Twilight session
A sessão ao crepúsculo traz a batida liminar entre a taquicardia do dia e o relaxamento da noite... impossível é não dançar.

3. Overnight session
A sessão madrugada adentro traz uma vibe performática entre o encantatório da noite e o hipnótico da madrugada... tempo de se deixar ir.



Letra e Música: carolina floare boreaz
Composição: 2026
Lançamento: 2026
Produção e Direção Artísticas: carolina floare boreaz
Capa do Álbum: carolina floare boreaz



DOWNLOAD

é de manhã
pra te dar amor preciso
não precisar de ti
entardeço guardiã
de um decreto maior
à noite ligo o computador
aviso: contém sorriso spam
vejo pixel a mais na foto 
vai wifi ficam restos de imã
aplaude upload
descontrole remoto
é madrugada, amor
estou aqui até de manhã

em algum corredor
no labirinto da existência
de repente a gente pára
e olha nos olhos da gente
(de repente a gente pára
e olhos nos olhos da gente)
pra ver os anos
o amor
a essência
e os lindos enganos






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Compus esta música em 2018, tendo o quarto e a portada do quarto como metáforas de um dentro em estado de limite, dentro esse que não pode (ainda) vislumbrar um fora, então suspende-se — ou anestesia-se — na própria ilusão de expansão. Quando peguei na música em 2026, senti uma funda e biográfica necessidade de atualizá-la. A estratégia que usei foi partir não do conteúdo mas de uma operação formal sobre a linguagem e deixar que o próprio jogo com as palavras conduzisse a atualização.

Escrevi então uma segunda parte como se fosse uma reescrita da letra de 2018, desdobrando palavra a palavra: do estar observada à própria inscrição; do espaço-tempo fixo ao tempo-espaço em deslocamento; do entorpecimento ao movimento; da imersão desgovernada em campo alheio à retomada de um eixo-de-si ("me carolina" — ou o nome tornado verbo).

Em vez de haver uma continuação, da primeira para a segunda parte da música há um salto quântico. A ilusão deixa de ser abrigo para tornar-se um ponto de referência do qual nos distanciamos em consciência — sem negá-la mas sem adormecer nela, deixando, em vez disso, que seja ela a dormir enquanto nos tornamos mais quem somos. RELANCE é uma travessia na noite interior.

Primeiro, pensei em multiplicar esse quarto em que a música acontece em vários quartos de hotel espalhados pelo mundo e explorar musicalmente a energia desses lugares em várias sessões da mesma música. Mas aí cheguei na imagem da rosa dos ventos e decidi condensar essa exploração musical numa espécie de "mitologia" dos quatro pontos cardeais, buscando o que — para mim — representam. A minha curiosidade é: será que todos temos uma sensação mais ou menos comum sobre a "alma" ou um arquétipo dos pontos cardeais, ou essa escolha é particular?

Este álbum traz 4 direções — oeste / norte / sul / leste — para o mesmo movimento.
Para (por) onde vais?



1. West session
O oeste traz uma energia esfumaçada, uma rua ao lusco-fusco com placas néon e um clarinete soando rouco, no groove de um reggae mais lunar que solar... 

2. North session
O norte traz um pulso preciso e minimalista, mais cru e distanciado, um tempo fora do tempo, um planalto aberto a uma aurora boreal, numa hipnótica eletrônica...

3. South session
O sul traz um temperamento aquecido, mais dramático e narrativo e cheio de esquinas-reviravolta, quase uma "ópera cigana" por uma estrada fora...

4. East session
O leste traz uma energia mais intimista, um lounge de hotel, piano e sax tocando baixinho, pessoas chegando e saindo em silêncio, e, de repente, quem sabe, um novo envolvimento...



Letra e Música: carolina floare boreaz
Composição: 2018 / 2026
Lançamento: 2026
Produção e Direção Artísticas: carolina floare boreaz
Capa do Álbum: carolina floare boreaz



RELANCE

a noite espreita na portada
e o meu quarto quieto quase nada
e todo esse tudo
por dentro da pele repele, repensa, repete
relance de alma
me deixo ir só mais um pouco
pelo muito da pele luar oco
me ilumina
me ilude, me iliba
o erro adormece certo
e eu sonho
e eu sonho

a noite escreve a porta, a água
e o meu quarto quinto sexto nada
e todo esse tanto
por fora do tempo retento, reteço, retranço
relance de estrada
no eixo de ir menos um muito
pelo pouco da pele, luar úmido
me carolina
me cuida, me assina
o sonho adormece perto
e eu longe
e eu longe



_____________________

TEASER


VERSÃO VOZ E VIOLÃO
em 2026:







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A partir de uma sucessão de poemas em diálogo kieslowskiano nos meus três primeiros livros: compus esta música. O poema que fecha o meu primeiro livro — outono azul a sul — tem por nome: toda varanda quer ser um navio. No meu segundo livro — tesserato — há outro poema, chamado desvértice, que responde a esse do primeiro. No terceiro livro — a tela finalmente escura — há um novo posicionamento-resposta aos dois anteriores, e esse terceiro poema chega à pergunta-chave do próprio livro: qual é a velocidade da escuridão? São poemas que falam do que prende e liberta a condição humana.


Este álbum contém o single com a composição que junta o terceiro poema com parte do segundo, e nela busquei acender a poesia das palavras:



Letra e Música: carolina floare boreaz
[ poesia dos livros a tela finalmente escura e tesserato ]
Composição: 2019 / 2025
Lançamento: 2026
Produção e Direção Artísticas: carolina floare boreaz
Capa do Álbum: carolina floare boreaz



TODA VARANDA QUER SER UM NAVIO

é que lembra:
toda varanda quer ser um navio

mas
navio que parte e não se aparta parte-se, aperta-se a pertença,
aporta-se a pretensa parte — a porta se abre

rangem
todos os silêncios junto de todos os nomes do mundo

e então,
ao sossego que mora na orla das ruínas foi perguntado:
qual é a velocidade da escuridão?

. . .

varandas que se querem desavarandadas, em navegação
o que parece navegação não é ainda rotação?
e um eixo, por mais invisível, ainda é uma prisão. mas
não teremos todos nós, afinal, uma órbita?
assim mesmo como qualquer corpo cósmico,
mesmo os de luz própria?
a órbita humana — não há outro lugar. mas
dentro dela ainda nos é permitido
andarmos disso distraídos (à paisana)
essa distração, ela tem um nome: espanto
o que nada mais é do que uma outra atenção



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TEASER







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Há um poema no meu primeiro livro — outono azul a sul, publicado em 2018 no Brasil, em Portugal e na Galiza — que, logo que nasceu, virou música na minha cabeça. Ei-la. O poema original chama-se além, ali se amou (no despaís das maravilhas), começa com uma referência à canção Over the rainbow e termina transformando a promessa colorida do rainbow em Rimbaud — o nome do poeta francês (Arthur Rimbaud), que simboliza o amor-limite, o excesso que rompe.

Este é um álbum geográfico-biográfico, em que o ali de ali se amou se espraia por 6 lugares diferentes que fazem parte de uma história (um amor), tornando-se, assim, um álbum quântico, em que a mesma música vive em seis versões paralelas. E tu escolhes para (por) onde ir:


1. (Posto 6)
O Posto 6 de Copacabana, minha casa afetiva e concreta no Rio de Janeiro, abraça com o seu samba a poesia e a melodia desta história, numa sessão-raiz da música.

2. (Atlântico)
Esta é uma grande viagem poético-musical em homenagem às minhas travessias atlânticas entre os hemisférios sul e norte, enquanto vivia esta história. Concebi esta viagem começando no calor da kizomba de Luanda, atravessando a nostalgia de um canto mouro do folclore português, e chegando ao sol do reggae de Kingston.

3. (Lisboa)
Esta é uma sessão dark e melancólica, evocando a mistura de mundos e a saudade marítima entranhadas em Lisboa, mas evolui para um rap como quem agarra uma virada.

4. (Madrid)
Chegamos a uma Madrid flamenca e moura, cheia de esquinas e reviravoltas, e com uma homenagem a um canto folclórico da também um dia moura Beira Baixa portuguesa, onde tenho raízes profundas.

5. (Foz do Iguaçu)
Com a exuberância e a catarse das cataratas do Iguaçu — onde estive justamente quando a história estava em estado de sublimação — esta sessão abraça a poesia e a melodia com uma batida pulsante e revigorante.

6. (Buenos Aires)
Concebi esta sessão como uma luta: uma corrida techno no tempo, na qual o tango fica tentando entrar para caminhar junto e é continuamente expulso, numa viagem hipnótica e multidimensional em que a forma da música é metalinguagem contando a essência desta história.



Letra e Música: carolina floare boreaz
[ poesia do livro outono azul a sul ]
Composição: 2019
Lançamento: 2026
Produção e Direção Artísticas: carolina floare boreaz
Capa do Álbum: carolina floare boreaz



ALI SE AMOU

somewhere over the rainbow
do avesso
entre parênteses
no fundo
inconfesso
ali se amou
ali se amou
mais do que podia
mais do que escoa
pelos vieses
duros
algures para lá dos muros
dos cantos mouros
dos mares
mudos
somewhere
numa estação qualquer
na contramão
em contraluz
o encontro
pronto
a fotografia
em movimento
de um momento azul
e a poesia anzol
do tempo
longo

barbárie no mundo, ali se amou
somewhere over Rimbaud

somewhere over Rimbaud
barbárie no mundo, ali se amou

longo
do tempo
e a poesia anzol
de um momento azul
em movimento
a fotografia
pronto
o encontro
em contraluz
na contramão
numa estação qualquer
somewhere
mudos
dos mares
dos cantos mouros
algures para lá dos muros
duros
pelos vieses
mais do que escoa
mais do que podia
ali se amou
ali se amou
inconfesso
no fundo
entre parênteses
do avesso
somewhere over the rainbow



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TEASERS

contando a história
da música-poema, em 2026:

6 teasers das faixas em sequência:






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Compus esta música à beira de um possível amor, olhando para ele ainda sem propriamente senti-lo. Já sentiste isto?

Este álbum é um sistema quântico em que a mesma música acontece em 8 universos paralelos de gêneros musicais diferentes, mostrando como uma mesma música pode existir em muitas vibrações. É um outro conceito de entrar num disco. Segue a tua preferência musical ou uma intuição do momento para escolher a viagem que vais fazer:


1. Rock session
O mood raiz, em que compus a música em 2016.

2. Reggae session
Um universo todo trabalhado nos detalhes solares do ritmo jamaicano.

3. Samba-reggae session
Uma cadência afro-baiana, com um final enigmaticamente feliz.

4. Trap session
Uma abordagem urbana, mais fria e espacial, para viajar dentro dos fones / auscultadores.

5. Tango session
Aqui quem conduz é uma pegada tanguera cinemática, com uma surpresa mais rioplatense no final.

6. Reggaeton session
Esta é uma homenagem ao calçadão de Copacabana, onde se mistura toda a América Latina e cuja batida oficial é o reggaeton. Entrei em transe ao construir o final hipnótico e quase infinito.

7. Pop session
Esta sessão é pensada para a leveza dos dias.

8. Heavy metal session
Uma viagem de fusão de estilos tão distantes como o metal pesado e a ópera, pensada para dias de força.



Letra e Música: carolina floare boreaz
Composição: 2016
Lançamento: 2025
Produção e Direção Artísticas: carolina floare boreaz
Capa do Álbum: carolina floare boreaz



VOU ESBARRAR EM VOCÊ

te vejo de longe e fico confusa
por te querer sem te chorar
por te amar sem te saber
a multidão entre nós é difusa
achei que te vi, será que te vi?
achei que te vi, será que te vi?

será que existe você?
será que te perdi?

fecho os olhos e caminho às cegas
vou esbarrar em você, assim de olhos fechados
vou esbarrar em você, meus cabelos vão penetrar os teus
sem aviso prévio, sem apresentação
minhas mãos vão tropeçar nas tuas
e pressinto que nesse instante as ruas
se esvaziarão



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TEASER


VERSÕES VOZ E VIOLÃO

em 2025:

no dia em que compus a música, em 2016:







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Single com a versão mais noturna desta música, que compus num momento em que precisava abandonar um lugar de (des)amor. Pus-me o desafio de criar aqui uma atmosfera eletrônica, mas com uma certa uma nostalgia de chorinho.




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Single com a versão mais quente desta música, inspirada nos ritmos latino-americanos.



Letra e Música: carolina floare boreaz
Composição: 2018
Lançamento: 2025 / 2026
Produção e Direção Artísticas: carolina floare boreaz
Capas dos Álbuns: carolina floare boreaz



¿REPAROU?

eu não vou amar demais — não vou
eu não vou te escrever mais — não vou
eu vou parar de ser burra — não vou
se você não reparou...

eu não vou pra trás
mas também não adianto
seu poder não me dá paz
seu poema me dá quebranto

não vou amar demais — eu vou
eu não vou te escrever mais — hm hm
eu vou é parar de ser burra — não vou
reparou ou não reparou?

eu não vou pra trás
mas também não adianto
seu poder não me dá paz (jazz)
seu poema me dá quebranto

eu vou dizer que sim
que é pra ver se faço não
não tem sentido coisa assim, não
senão tudo vira um não

reparou? ou?



_____________________

TEASER



VERSÃO VOZ E VIOLÃO
em 2025:


UM CLIP
em 2026:




CONEXÃO

Para acompanhar os lançamentos,
ou em qualquer outra plataforma de escuta musical.




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